FRANCISCUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
Dilecto filio, Vitor Hugo
salutem et Apostolicam Benedictionem.
A perene aliança de Cristo com sua Igreja encontra reflexo no ministério sacerdotal, sinal do amor eterno de Deus pelo seu povo (cf. Ef 5,24-25). Tal aliança é vivida cotidianamente por meio da entrega zelosa de presbíteros que, configurados a Cristo Sacerdote, atuam como pastores, mestres da fé e servidores do altar. Reconhecendo o valor deste ministério e os méritos daqueles que, com fidelidade e amor, dedicam suas vidas à edificação do Reino de Deus, a Sé Apostólica, confere títulos honoríficos como sinal de apreço e estímulo ao serviço contínuo.
De acordo com o Motu Proprio Ordine ad Presbyterus, promulgado por mim, Francisco, reiteramos que tais dignidades não são títulos de prestígio mundano, mas sinais visíveis de comunhão eclesial e de estímulo para o impulso evangelizador. Os títulos honoríficos, como reflexo do serviço eclesial, são meios de animar a renovação missionária no clero, para que este exerça seu apostolado com ardor e humildade.
Deste modo, após solicitação de nosso venerável irmão Luís Santos, padre Bispo Diocesano da Igreja de Itaguaí, no Brasil, e examinarmos as razões, qualidades e aptidões apresentadas, conferimos a dignidade de Capelão de Sua Santidade ao presbitéro Vitor Hugo, reconhecendo sua fidelidade ao ministério e dedicação ao cuidado pastoral em sua circunscrição eclesiástica.
Também dispomos que aquele que recebe está dignidade somente está autorizado a usar vestes eclesiásticas apropriadas à sua nova condição, conforme as disposições do supracitado Motu Proprio Ordine ad Presbyterus, das normas litúrgicas e dos bons costumes, a partir da entrega das insígnias. Esta entrega deve ocorrer "em celebração, seja Eucarística, seja da Palavra ou da Liturgia das Horas, presidida pelo Delegado Pontifício ou pelo Bispo Diocesano, logo após a homilia. Para tal ocasião, lê-se a condecoração enviada pelo Santo Padre e o presidente entrega nas mãos do monsenhor o seu barrete sem dizer nada, então o monsenhor o coloca na cabeça e saúda o presidente. Depois procede-se o rito como de costume" (n.° 8).
Ademais, reiteramos com veemência que este título, de natureza honorífica, não altera a missão fundamental do sacerdote, que permanece dedicada à pregação do Evangelho, à celebração dos sacramentos e ao serviço da comunidade cristã. Deste modo, exortamos o sacerdote assim condecorado a continuar desempenhando seu ministério com humildade e espírito de serviço, lembrando-se de que toda honra na Igreja deve ser orientada para a maior glória de Deus e a edificação de seu povo.
Finalmente, suplicamos que a Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, acompanhe este presbítero em sua missão e o inspire a seguir o exemplo do Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo.
Dado em Roma, junto de São Pedro, ao primeiro dia do mês de Janeiro, do ano do Senhor de 2026, primeiro do nosso Pontificado.


