APRESENTAÇÃO
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BRASÃO PONTIFÍCIO
PAPA FRANCISCO I
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Roma, 13 de Dezembro de 2025.
A todos que lerem estas letras, saúde e paz.
O brasão, enquanto linguagem simbólica própria de heráldica, constitui-se como expressão visível da indentidade, da missão e dos princípios que orientam uma instituição ou uma pessoa investida de autoridade. Na tradição da Igreja, tal linguagem foi acolhida e elevada, tornando-se costume antigo que os clérigos, e de modo particular o Romano Pontífice, adotem armas heráldicas que manifestem, por meio de sinais visíveis, a espiritualidade, o ministério e o serviço confiado por Deus. Assim, o brasão Pontifício não se apresenta como mero ornamento, mas como verdadeira síntese teológica, pastoral e simbólica do Pontificado.
O brasão Pontifício, de Sua Santidade, o Papa Francisco I, é encimado pelas tradicionais insígnias do ministério petrino, destacando-se, em primeiro lugar, a Tiara Papal, composta por três coroas, símbolo do tríplice múnus confiado ao Sucessor do Apóstolo Pedro: ensinar, santificar e governar o povo de Deus. A cruz que a remata recorda que toda a autoridade na Igreja encontra seu fundamento na Cruz de Cristo, a quem o Papa serve como Vigário. Por detrás do escudo dispõem-se as Chaves de São Pedro, uma de ouro e a outra de prata, cruzadas em aspa e unidas por cordão vermelho, evocado o poder espiritual e pastoral confiado por Cristo e ao Apostolo Pedro e perpetuado em seus sucessores, bem como vínculo de obediência e da comunhão eclesial. Completa estas insígnias o Pálio Pontifício, sinal do Bom Pastor que carrega sobre os ombros o rebanho que lhe foi confiado e expressão da solicitou de do Papal por toda a Igreja.
No campo do escudo, os elementos são dispostos de modo a formar uma narrativa simbólica profunda. No campo de ouro, destaca-se a figura de Cristo Bom Pastor, que conduz e protege o seu rebanho, acompanhando do livre aberto onde se leem as letras Alfa e Ômega, proclamando-O princípio e fim de todas as coisas. A rede com os peixes remete à missão evangelizadora da Igreja, chamada a lançar as redes no mundo para conduzir as almas a Cristo, recordando ainda a vocação apostólica e a pesca milagrosa narrada nos Evangelhos. Este conjunto manifesta a centralidade absoluta de Cristo no ministério petrino e a missão de apascentar o povo de Deus.
No campo de azul, ergue-se uma coluna de ouro, coroada e circundada por doze estrelas, com um claro símbolo mariano ao centro. A coluna evoca a Igreja como fundamento firme da verdade e a estabilidade da fé apostólica, enquanto a coroa proclama Maria como Rainha do Céu e da Terra. As doze estrelas recordam tanto os doze Apóstolos quanto a visão do Apocalipse, apresentando a Virgem Maria como Mãe da Igreja e sinal de esperança para o povo cristão. O azul, tradicionalmente mariano, exprime fidelidade, pureza e elevação espiritual.
Na parte inferior do escudo, em campo verde, encontra-se o lírio branco, símbolo da pureza, da santidade e da integridade de vida, acompanhado do esquadro, instrumento que remete à retidão, à justiça e à ordem moral. O verde, por sua vez, simboliza a esperança, a renovação e a vida nova que brota da fé vivida com autenticidade. Este conjunto recorda que o ministério pontifício deve ser exercido na santidade de vida e na fidelidade à justiça do Evangelho.
Os esmaltes utilizados no brasão, especialmente o ouro, o azul, o vermelho e o verde, harmonizam-se para expressar, respectivamente, a glória divina, a fidelidade celeste, o amor sacrificial e a esperança cristã, compondo uma unidade visual que reforça o significado espiritual do conjunto.
Deste modo, o brasão ora apresentado reúne, na linguagem própria da heráldica eclesiástica, os sinais da autoridade apostólica, da centralidade de Cristo, da devoção mariana, da missão evangelizadora e da esperança que anima a Igreja. Ele se oferece como expressão visível do pontificado, testemunhando a continuidade da tradição, a fidelidade ao depósito da fé e o compromisso de servir, com humildade e firmeza, o povo de Deus confiado aos cuidados do Sucessor de São Pedro.
Por nossa solicitude apostólica, determinamos normas quanto à sua utilização:
Art. 1° - Que ninguém utilize o brasão oficial do Pontífice para fins privados e pessoais;
Art. 2° - A sua eventual utilização em divulgações e iniciativas que não sejam do próprio pontificado fica sujeita à autorização escrita;
Art. 3° - Em todos os benners, artes, convites e tudo o que diz respeito a divulgação por parte do Papa e todos que fazem esta Igreja, devem ultilizar este brasão a partir da data da publicação deste documento.
Não tendo mais nada a declarar, rogamos bençãos abundantes a todos, suplicando a intercessão da sempre Virgem Maria.

